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terça-feira, 27 de abril de 2010

Imagem Fotográfica


Observamos a cada dia um número cada vez maior de imagens disponíveis na web. Talvez uma das grandes facilidades desse acontecimento se tem através de programas como: picasa, flicker, facebook, orkut, twitter, google imagens. Pois, as máquinas fotográficas digitais hoje estão cada vez mais baratas e acessíveis a todo tipo de público, assim, ajudando no aumento significativo de imagens (fotografias) disponíveis em meio virtual. Nota-se que a impressão de fotografias em papel diminui cada ano que passa, porque o mercado tem proporcionado HDs mais potentes e com maior armazenamento de imagens em um só local, não necessitanto de vários CDRoms ou backups para armazenagem. Li um artigo em uma revista que um estudioso colocava para os leitores que o maior problema hoje não é a memória e sim o esquecimento. Quando o avanço das novas tecnologias vem proporsionando essa facilidade, o ser humano está registrando tudo que se passa ao seu redor somando o todo do mundo, dessa forma registrando a história da humanidade. Porem, há muita coisa que são esquecidas e que nós não registramos. As imagens são de alguma forma um grande contribuinte para essa memória da humanidade, registrada em uma cena que pode ser vista de várias formas tanto pelo fotógrafo quando para a pessoa que a vê em formato papel ou digital.

domingo, 11 de abril de 2010

O uso da imagem pela mídia na construção do conhecimento local

A mídia pode ser compreendida como fonte de criação, que dá movimento à consolidação das tensões e representações perpetuadas pela memória individual e coletiva. Cada imagem simboliza uma historicidade que marca suas características, o que a torna parte de determinado local passando à fonte de informação e de conhecimento.
Ressalta-se que a mídia compõe-se de imagens, no sentido de possibilidade de leitura de um cenário e são as pessoas que dão vida a imagem, o que as faz “[...] a razão plena do ato da figuração: não se trata mais simplesmente de uma imagem, mas de uma imagem vista, de uma imagem que é visada a partir de um lugar originário de visualização.” (PRADO, 2002, p. 88)
A imagem resulta de um olhar subjetivado, o que leva necessariamente, á uma interação e, portanto, a uma representação do real que passa a compor uma rede de saberes contextualizada onde o sujeito torna-se o principal agente. É na verdade “uma subjetividade ligada ao imaginário e à história individual de um (ou de vários) criador (es).” (PRADO, 2002, p. 90)
A cultura midiática traz consigo um conjunto de informações que influenciam os imaginários e, portanto, nas formas de representações do social. São formas de comunicação de valores e hábitos que regram as práticas sociais e culturais contribuindo para a caracterização de saberes que consolidam os diferentes lugares de conhecimento que formam a cidade. É a imagem destes lugares que dá margem ao surgimento de tensões que permeiam os imaginários e influenciam na definição de territórios.
A cidade, nesta perspectiva, passa a ser entendida como um palco de exposição de imagens onde os habitantes, ao representarem estas imagens, culturalizam seus olhares que, em verdade, refletem sua própria identidade.
Segundo Da Ros; Maheire e Zanela (2006) “Estas imagens midiáticas fazem dos locais, lugares de conhecimento que podem ser definidos como mnemônicos que fazem parte de uma rede de saberes locais que dão forma a culturalização individual e social.
Neste sentido, a imagem memorizada leva a subjetivação do real, onde há uma consolidação do imaginário e, a partir do momento que há uma representação efetivada em uma ação social, há a definição da leitura de mundo. Assim, a memória individual se efetiva nas memórias coletivas, ou seja, “[...] as noções e imagens dos meios sociais dos quais fazemos parte envolvem as recordações individuais.” (DA ROS; MAHEIRE; ZANELA, 2006, p. 178)
A mídia torna-se cultural e, na interação com a cidade e com seus habitantes, se estabelecem novas formas imaginadas, perceptíveis que ocasionam transformações nas representações de mundo e na construção dos imaginários urbanos.
Referência: LEÃO, Fabrício Schirmann. Conhecimento Local, Mídia e a Construção dos Imaginários Urbanos. Porto Alegre. 2008.